Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

FOI PRÓ MANETA

Esta expressão faz, ainda hoje, parte do nosso vocabulário do dia a dia. Qual a sua origem?

Durante as três invasões francesas, entre 1807 e 1811, o chefe da polícia invasora foi o terrível general Loison, que era maneta. E quando algum patriota português lhe caía nas mãos (ou melhor, na mão!) nunca mais aparecia. "Ia para o maneta....". A partir de então, pouco a pouco, o povo passou a usar a expressão com o sentido que tem hoje.

 

publicado por carifas às 14:25

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"IMPERIAL"

Quando pedem uma imperial já se questionaram porque se chama assim?

No Porto, por exemplo, diz-se "fino", mas a razão é fácil de perceber: porque os copos em que se serve a cerveja são habitualmente finos, estreitos.

Mas porquê "imperial"?

No começo do século XX, a principal produtora de cerveja em Portugal, era a Fábrica Germânica Imperial, que foi a primeira a vender cerveja à pressão. Portanto, uma "Imperial" não era senão um copo de cerveja da Germânia Imperial, nacionalizada na I Guerra Mundial, hoje conhecida como Portugália.

 

publicado por carifas às 14:05

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"PÔR NO PREGO"

 Quem vai a uma casa de penhores ainda diz: vou pôr no prego".

Se se pergunta o significado desta expressão, as pessoas associam-na ao facto de muitas das coisas empenhadas se poderem pendurar em pregos, como um colar, um anel, uma pulseira. Nada disso: a expressão nasceu na segunda metade do século XIX, porque a maior parte das casas de penhores pertenciam a um prestamista de apelido "Prego". Então "pôr no prego" era "pôr no Prego".

 

publicado por carifas às 12:46

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"QUE BELA POMADA"

Todos conheceremos esta expressão, mas poucos saberão a sua origem.
Em 1916, como se sabe, Portugal entrou na I Guerra Mundial, ao lado dos Aliados, enviando dezenas de milhares de soldados para a Flandres e para o Norte de França.
A maioria destes soldados nunca tinham visto mais do que os estreitos horizontes da sua aldeia. A guerra das trincheiras seria para eles uma duríssima provação e uns bons milhares ficaram para sempre sepultados em terra estranha.
 Mas, de vez em quando, os da linha de combate eram substituidos para gozarem uns breves dias de repouso. Iam então às aldeias e cidades francesas próximas da frente, às "casas de meninas" e às tabernas. Bebiam geralmente vinho corrente, porque para mais não dava o magro pré. A não ser quando algum mais abonado resolvia comprar vinho engarrafado.Uma "botelha" de um dos grandes e afamados vinhos de Bourgogne.
Os nossos soldados dificilmente chegariam a um Chambertin ou a um Clos-Vougeot, muito menos ainda a um Romanée-Conti. O vinho  de preço mais acessível era o Pommard.E, bebendo este raro nectar, muito melhor que qualquer outro que já lhes tinha descido pela garganta, exclamavam: "Que pomada"!.
Quando regressaram a Portugal, os combatentes da Flandres trouxeram na memória o gosto do Pommard. E, se um dia voltavam a provar um vinho que se lhe assemelhasse, voltavam a exclamar:
"...isto é cá uma pomada!"
publicado por carifas às 12:26

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