Sábado, 13 de Dezembro de 2008

O MEU NÚCLEO FAMILIAR E OS AMIGOS

A importância da envolvência familiar e dos amigos, na vida de cada de nós, tem para mim o valor da riqueza correspondente, para outros, do diamante, do ouro, da prata e de todos os metais preciosos que a natureza conhece. As relações familiares no modelo em como os da minha idade  as entendem  são como um aroma de sentimentos que alimenta a endómita vontade de sobreviver, apenas para manter a proximidade dos afectos.

Sou por natureza introvertido e avesso a manifestações de exuberância nas manifestações de actos de afecto que se aprendem ou são   assimilados por costumes, que a tradição dos hábitos hábilmente nos ensina.

Sinto-me muitas vezes desenquadrado nas manifestações de sentimentos, nos rituais das saudações das chegadas ou nas despedidas dos que chegam ou partem, tal como o surdo-mudo que, sentindo-os, não lhe dá expressão, embora os arquivos da sua alma e do  seu coração, contenham  matrizes iguais aos que choram ou gritam por emoção.

Nunca como hoje, no meu caso pessoal, aqueles valores são tão determinantes para a manutenção saudável do sentido do viver, que quero manter, alicerçado na proximidade dos tais afectos que sinto existirem à minha volta.

Apesar da gravidade da doença que me atingiu, mantive a esperança de conseguir que fosse debelada, por saber que a medicina já tem técnicas de combate eficazes.

A outra parte, para o sucesso da cura, ficarei a devê-la aos familiares, amigos e a mim próprio, porque animado pelas manifestações de carinho e amizade que recebi, senti a esperança a força e a determinação que me incutiram, exigindo-a, merecendo que eu me esforçasse  para conseguir ter a força de as ter.

Posso entretanto afirmar, com base nas informações médicas que recebi, que a doença está ultrapassada.

A todos deixo um forte abraço de amizade e agradecimento pelo apoio prestado.

 

Ccarifas

 

 

publicado por carifas às 12:54

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2 comentários:
De Carlos Sousa a 16 de Dezembro de 2008 às 00:37
Olá Padrinho!
O velho ditado "cada um tem aquilo que merece", e em jeito de brincadeira, aplica-se na perfeição neste caso. A medicina aliada à tua força e crer acabou por te dar o que merecias, ou seja, a debelação dessa doença.
Noutras situações poderá ainda não ser assim, mas este ensinamento por que passas-te pode e deve servir para acreditares e teres esperança que tudo será ultrapassado.
Um enorme abraço,
De mcristinalouro a 14 de Dezembro de 2008 às 15:48
Este post só vem confirmar aquilo que já sabia...
De baixo dessa capa de insensibilidade e por vezes de brusquidão está o meu tio .
Sim aquele tio que sempre esteve presente na minha vida e que mesmo que nada dissesse, bastava olhar para os olhos e conseguia ouvir e perceber aquilo que não era dito...
E já agora, e só posso falar enquanto família.
A família não se escolhe, tem que se aceitar aquela que temos...
Mas eu gosto da que tenho mesmo que por vezes não seja audível o apoio e o amor que nos une.
As novidades relativas à doença , já as sabia, o agradecimento tinha-o visto no brilho dos seus olhos...Reconheço que para os que não sabem ler os seus olhos estas palavras não ditas cara-a-cara são o resumo daquilo que sente.
Um grande beijo e abraço desta família de afilhados ...

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