Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

O DESGRAÇADO

Quando arrota, engasga-se com o toucinho

Do porco que desenterrou do quintal do vizinho

Boiam-lhe na pança, nadando, as larvas

Loucas pelo cheiro do azedo vinho

 

Sente vómitos azedos que renega

Esforçando-se para os não ejacular

Puxa p’ra si a malga, acaso o não consiga

Para os  voltar a aproveitar

 

Aos pés de cada couve onde defeca

Das que pôs um quarteirão

Medram nelas viçosas folhas

Nas outras ainda não

 

Que estranha natureza esta

Que o que em si instalou

Transforma em alimento

Aquilo que antes defecou

 

Borra-se que nem um porco

Suja de merda os fundilhos

Escarra no prato da sopa

E urina p’rós atilhos

 

Cheira mal que nem um porco

Tem pulgas que nem um cão

Tem a boca fedorenta

Nem sabe o que é sabão

 

É estúpido mas não o sabe

É um macho sem prazer

É feio e malfeitoso

Não sabe ler nem escrever

 

Foi um dia ao cemitério

Pedir p’ra ser enterrado

Escorraçado como doido

Voltou p’ra casa danado

 

Tal tipo de gente é

Que imaginar não consigo

Vive no curral do gado

Fazendo as vezes de chibo

 

Em tal estado se consome

Esta besta desgraçada

Misturado no rebanho

Nem de chibo vale nada

 

 Ccarifas

publicado por carifas às 13:05

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